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Transtorno Delirante

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O transtorno delirante, quando ocorre pela primeira vez, normalmente afeta as pessoas adultas ou de idade avançada. Ele é menos comum que a esquizofrenia e a diferença entre o transtorno delirante e a esquizofrenia é a presença de delírios sem nenhum dos outros sintomas de psicose (por exemplo, alucinações, fala desorganizada ou comportamento desorganizado).

Os delírios podem envolver situações que, teoricamente, poderiam ocorrer na realidade, como, por exemplo, ser perseguido, envenenado, infectado ou amado à distância. Ou podem envolver situações que são improváveis de ocorrer, como os órgãos internos terem sido removidos sem deixar cicatriz. A diferença entre um delírio e uma crença falsa ou errônea é que a pessoa continua a acreditar no delírio independentemente da quantidade de provas que indicam o contrário.

 

TIPOS DE TRANSTORNO DELIRANTE

Erotomania: A pessoa acredita que outra pessoa está apaixonada por ela. Ela geralmente tenta entrar em contato com o objeto do delírio, por meio de chamadas telefônicas, cartas ou mensagens digitais. Algumas pessoas tentam realizar vigilância e perseguição ocorre com frequência. O comportamento em relação ao delírio pode ser contra a lei.

Grandiosidade: A pessoa está convencida de que ela tem algum grande talento ou fez alguma descoberta importante.

Ciúme: A pessoa está convencida de que o cônjuge ou amante não é fiel. Essa convicção é baseada em interpretações incorretas apoiadas em evidências duvidosas. Nessas circunstâncias, a agressão física pode representar um perigo real.

Perseguição: A pessoa acredita que há um plano contra ela, que ela está sendo espionada, prejudicada ou assediada. É possível que a pessoa esteja constantemente dando entrada a processos judiciais ou fazendo denúncias para a polícia ou outras agências do governo. Em ocasiões raras, a pessoa recorre à violência como vingança pela perseguição imaginária.

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Somatização: No subtipo somático, a pessoa está preocupada com as funções ou atributos corporais, como uma deformação física ou um odor imaginário. O delírio pode também assumir a forma de um quadro clínico imaginário, como estar com parasitas

O comportamento não é evidentemente bizarro ou estranho. A pessoa com transtorno delirante tende a ter um desempenho relativamente normal, exceto quando seus delírios específicos causam problemas. Por exemplo, ela pode ter problemas conjugais se estiver incorretamente convencida de que seu cônjuge está lhe traindo ou problemas na relação interpessoal no ambiente de trabalho. Esse comportamento pode trazer problemas de relacionamento, levando a uma sociopatia (o paciente tem dificuldades nos relacionamentos sociais).    

O diagnóstico é feito por um psiquiatra e o tratamento consiste em medicações específicas para determinados tipos de comportamento, associadas a psicoterapia de apoio.  

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