Resiliência nas cidades

Os fenômenos naturais serão responsáveis pelos principais problemas econômicos do mundo. Esta afirmação consta do relatório do painel intergovernamental de mudanças climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU) e tem servido como foco de atenção para as cidades ao redor do mundo. Secas, enchentes, queimadas, enxurradas, tsunamis vem se agravando e se intensificando e não é mais possível atuar apenas reativamente. É preciso planejar e engajar os órgãos de governo e a sociedade para prevenir os acontecimentos, reduzir os efeitos e, em última instância, dar respostas rápidas vaso esses fenômenos ocorram.

No estado do Rio de Janeiro, eventos recentes como os que ocorreram em Angra dos Reis, em Nova Friburgo e na Baixada Fluminense dão a dimensão do tempo que se leva para retomar as atividades econômicas. Campanhas para a retomada do turismo e busca de novas vocações movimentaram essas cidades quando as enxurradas levaram embora diversas estruturas e ceifaram a vida de centenas de pessoas. Sirenes, capacitação da população e fluxo constante de informações vem contribuindo para que a Defesa Civil estadual se articule com as estruturas municipais. Um exemplo dessa proatividade foi o lançamento do mapa das mudanças climáticas que mostram os principais riscos que as cidades correm para que elas possam se preparar.

Na cidade do Rio de Janeiro, que lançou no início do ano o projeto Rio Resiliente, a aposta é na disponibilização de informações para os cidadãos e criação de uma ampla rede de atores que trabalham para evitar que os eventos ocorram. Como diz o chefe da defesa civil estadual coronel Paulo Renato, o foco do mundo está na prevenção. "Isso significa ajustar os olhares e as ações e mudar modelos que atuam muito mais na reação, investindo para que o problema não aconteça", afirma.

No Fórum, nosso objetivo ao levantar esse tema é contribuir no intercâmbio de experiências e na criação de fluxos de informação que coloquem conhecimento e prática para caminharem juntos. Isso é sustentabilidade.

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