Primeira ressonância magnética da rede municipal de saúde do Rio é inaugurada

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Primeira ressonância magnética da história 1 Marco Antônio Rezende Prefeitura do RioO prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, inaugurou, na quinta-feira (27/02), o primeiro aparelho de ressonância magnética da rede municipal de saúde.

Ao custo de R$ 3,8 milhões, o equipamento funcionará no Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon. A previsão é que sejam realizados 800 exames por mês.

– Quantas vidas serão salvas com o diagnóstico que os nossos médicos competentes e brilhantes farão com essas imagens da ressonância magnética? Acho que hoje o Rio ganha muito, é um investimento de R$ 4 milhões, virão outras ressonâncias que vão completar um ciclo de diagnóstico. Imagina uma senhora que tem câncer no seio, faz a ultrassonografia, a mamografia, mas o médico tem uma dúvida. Aqui na ressonância essa dúvida vai acabar. Quanto isso vale para a nossa população? – indagou Crivella.

O aparelho foi adquirido com parte dos recursos de emendas parlamentares da época em que o prefeito Marcelo Crivella era senador. A atual gestão já investiu R$ 70 milhões na primeira parte da modernização do parque tecnológico da rede municipal de saúde, que terá sequência com mais R$ 300 milhões em investimentos na compra de equipamentos de diagnóstico. Os seis primeiros tomógrafos desse novo lote chegam no início de março.

O equipamento de ressonância foi instalado em área anexa ao Hospital Miguel Couto, nas dependências do CER Leblon. Para receber o aparelho, a sala precisou passar por obras de preparação, que incluíram a vedação especial do espaço, necessária por causa da radiação emitida durante os exames. Executada pela RioUrbe, a obra custou pouco mais de R$ 1,3 milhão.

– Essa é a primeira ressonância magnética da rede municipal e a única na capital instalada numa emergência. O acesso é outro diferencial, pois será por meio da central de regulação, com total transparência – afirma a secretária municipal de Saúde, Beatriz Busch.

Vão chegar mais 5 ressonâncias magnéticas e 16 tomógrafos

Além do aparelho de ressonância, na primeira fase da modernização do parque tecnológico da rede municipal foram adquiridos 11 tomógrafos (10 deles já em funcionamento nos hospitais municipais Pedro II, Salgado Filho, Lourenço Jorge, Albert Schweitzer, Miguel Couto, Ronaldo Gazolla, Souza Aguiar, Rocha Faria, Evandro Freire e Francisco da Silva Telles), 65 carrinhos de anestesia, 920 camas hospitalares, autoclaves (aparelho para esterilização de materiais), respiradores, bombas de infusão, arcos cirúrgicos, berços para maternidades e computadores para implantação do prontuário eletrônico nos hospitais.

Na segunda etapa, a Prefeitura investiu em mais de 11 mil itens. Entre eles, 16 novos tomógrafos e mais cinco aparelhos de ressonância magnética, além de cerca de quatro mil camas/macas hospitalares de diversos tipos, para pacientes de diferentes perfis físicos, como obesos até 300kg. Também estão incluídas as compras de 40 aparelhos de hemodiálise e 250 eletrocardiogramas.

Miguel Couto faz 5,3 mil atendimentos de emergência por mês

O Hospital Municipal Miguel Couto é uma das grandes emergências da rede municipal de saúde. A unidade faz uma média mensal de 5,3 mil atendimentos de emergência, 950 internações e 540 cirurgias. É referência em ortopedia, neurocirurgia, cirurgia geral, cirurgia vascular e oftalmologia. O hospital conta com 319 leitos e um total de 1.411 profissionais.