Despesa com o judiciário aumenta em R$ 8,1 bilhões

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Enquanto o país amarga uma as piores crises econômicas da sua história, com desemprego, estagnação e corrosão de salários, o gasto de todo o Poder Judiciário com folha de pagamento cresceu 11% (ou R$ 8,1 bilhões) a partir de 2014. No mesmo período, a economia do país retraiu 5,6%. O relatório “Justiça em Números 2018”, feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), aponta que a despesa com salários, benefícios e penduricalhos na Justiça subiu acima da inflação.

O documento agrega e analisa dados das Justiças Estaduais, Federal, do Trabalho e Militar e dos tribunais estaduais, regionais e superiores, com exceção do STF (Supremo Tribunal Federal). A reportagem do jornal “Folha de S. Paulo” destaca que "no ano passado, a remuneração custou R$ 82,2 bilhões ao país e bateu recorde. O montante representa 90,5% do Orçamento do Judiciário, distribuído a 448,9 mil funcionários".

Há quatro anos, segundo o jornal, "os gastos de ministros, desembargadores, juízes, servidores, trabalhadores terceirizados, estagiários e outros auxiliares da Justiça foram de R$ 74,1 bilhões, atualizados pela inflação". O professor Luciano da Ros, do Departamento de Ciência Política da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) diz: "a Justiça brasileira tem uma enorme autonomia administrativa e financeira. Diversas decisões sobre gastos do Poder Judiciário são tomadas pelos próprios magistrados, como abertura de concursos e verbas indenizatórias".

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