Brasil perdeu 12 mil empregos no mês da reforma trabalhista

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No mês em que a reforma trabalhista entrou em vigor [novembro], o Brasil perdeu 12,2 mil postos de trabalho. Segundo dados oficiais, foram 1,111 milhão de admissões em novembro de 2016, contra 1,124 demissões já sob o novo regime trabalhista. Para o governo, o resultado não indica nenhuma interrupção no "processo de retomada de crescimento econômico". Mas no balanço do ano todo, o saldo ainda é negativo: foram 178 mil postos de trabalho fechados, uma retração de 0,46%.

O saldo de empregos formais no Brasil ficou negativo, com redução de 12.292 vagas. Em relação a outubro, houve redução de 0,03%, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje (27) pelo Ministério do Trabalho. Os dados já consideram as novas formas de contratação estabelecidas na reforma trabalhista.

O resultado de novembro considera 1.111.798 de admissões contra 1.124.090 de desligamentos. No acumulado do ano, o saldo é de 299.635 empregos, com expansão de 0,78% em relação a dezembro de 2016. Nos últimos 12 meses, o saldo é negativo, com redução de 178.528 postos de trabalho, uma retração de 0,46%.

DEMISSÃO - O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, pediu demissão do cargo na tarde de quarta-feira (27). Na carta de demissão apresentada e aceita pelo presidente Michel Temer, Nogueira disse que deixa o cargo porque vai se candidatar nas eleições do ano que vem. Deputado federal pelo PTB do Rio Grande do Sul, Nogueira pode tentar a reeleição, mas ainda estuda a possibilidade de concorrer a outro cargo em 2018, segundo sua assessoria. O último ato de Nogueira no cargo foi a divulgação dos dados de novembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Foi durante sua gestão que entrou em vigor a nova lei trabalhista. O novo ministro, deputado Pedro Fernandes (PTB-MA), assumirá o cargo no dia 4 de janeiro.

SUPERFATURAMENTO - O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) identificou, em relatório de auditoria obtido pelo jornal “O Globo”, supostos superfaturamentos e não execução de serviços em contrato assinado pelo Ministério do Trabalho na gestão do ministro Ronaldo Nogueira. Iniciativas dentro da pasta que permitiram a continuidade do contrato com a empresa Business to Technology (B2T) contaram com a participação direta do ministro, em meio a vários alertas de irregularidades emitidos pela CGU, como diz o relatório, que tem 107 páginas e detalha como o Ministério do Trabalho supostamente direcionou a licitação para a B2T, superdimensionou os serviços contratados, superfaturou licenças e horas trabalhadas, pagou por trabalho contratado usando uma metodologia vetada por instrução normativa do governo e ignorou os sucessivos alertas emitidos pela CGU.

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