coluna saude roberto daiub

Aposta na política do diálogo

Existe uma peregrinação das mulheres grávidas na busca de leitos hospitalares para terem seus bebês e, em contrapartida existe uma realidade insensível a esta circunstância, com a prática de uma política municipal que não tem como meta em seu plano diretor a criação de Serviços de Saúde Materno-Infantil de qualidade, que se oriente pela concretização do parto humanizado. Não é possível ser indiferente ao drama das mulheres gestantes sem acolhimento digno. Questiono quais são os obstáculos que impedem a gestão municipal da saúde de investir nesta infraestrutura necessária às mulheres e aos recém-nascidos?

A cobertura de consultas do pré-natal é baixa e este dado correlaciona-se com a oferta da rede da atenção básica. As Unidades do Programa Saúde da Família devem ser acompanhadas como a aposta maior na saúde da população, além do cuidado no nível secundário, com ofertas de ambulatórios que contemplem a demanda atual.

Cabe ainda, uma reflexão sobre o quanto as políticas partidárias praticadas pelos municípios, isolam uma região e a oferta de saúde é contemplada em algumas cidades e deficitária em outras, travando a resolutividade em saúde. A gestão da saúde parte de prioridades que se relacionam com as necessidades epidemiológicas locais, o desenvolvimento das políticas sociais municipais e regionais, na consolidação do SUS. Acima de tudo, há que se privar o diálogo exaustivo destas questões que não devem ser resolvidas em gabinetes, mas com a participação de especialistas, gestores, profissionais da saúde e principalmente do usuário que ao pagar seus impostos busca o compartilhamento nas tomadas de decisão políticas.

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