Aposta na política do diálogo

Existe uma peregrinação das mulheres grávidas na busca de leitos hospitalares para terem seus bebês e, em contrapartida existe uma realidade insensível a esta circunstância, com a prática de uma política municipal que não tem como meta em seu plano diretor a criação de Serviços de Saúde Materno-Infantil de qualidade, que se oriente pela concretização do parto humanizado. Não é possível ser indiferente ao drama das mulheres gestantes sem acolhimento digno. Questiono quais são os obstáculos que impedem a gestão municipal da saúde de investir nesta infraestrutura necessária às mulheres e aos recém-nascidos?

A cobertura de consultas do pré-natal é baixa e este dado correlaciona-se com a oferta da rede da atenção básica. As Unidades do Programa Saúde da Família devem ser acompanhadas como a aposta maior na saúde da população, além do cuidado no nível secundário, com ofertas de ambulatórios que contemplem a demanda atual.

Cabe ainda, uma reflexão sobre o quanto as políticas partidárias praticadas pelos municípios, isolam uma região e a oferta de saúde é contemplada em algumas cidades e deficitária em outras, travando a resolutividade em saúde. A gestão da saúde parte de prioridades que se relacionam com as necessidades epidemiológicas locais, o desenvolvimento das políticas sociais municipais e regionais, na consolidação do SUS. Acima de tudo, há que se privar o diálogo exaustivo destas questões que não devem ser resolvidas em gabinetes, mas com a participação de especialistas, gestores, profissionais da saúde e principalmente do usuário que ao pagar seus impostos busca o compartilhamento nas tomadas de decisão políticas.

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