O negócio é reaproveitar

O Brasil perde R$ 8 bilhões por ano, quando deixa de reciclar todo resíduo que poderia ser reaproveitado e que acaba indo para os aterros e lixões das cidades, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão vinculado à SAE.

É fato. Mas esse quadro vem melhorando, embora ainda lentamente. Há muita gente enxergando na reciclagem uma oportunidade de negócio. Ou seja, entendendo que, além de contribuir para a preservação do meio ambiente, reciclar também é uma atividade capaz de gerar benefícios econômicos e financeiros.

Se não fosse assim, por que razão, como vimos recentemente, a procura por garrafas pet para reciclagem disparou no Brasil? Infelizmente, porém, apenas algumas cidades têm programas de coleta seletiva, o que está resultando em falta de material reciclável para a indústria.

Ocorre que, dois anos depois da aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em 2010, um estudo do Ipea também constatou que apenas em 18% dos municípios brasileiros havia coleta seletiva. Além disso, nas cidades onde o sistema já estava implementado, a quantidade de material recuperado nesses programas ainda era pequena, se comparada com o total coletado.

Ainda assim, a reciclagem de sucatas de produtos que não possuem mais vida útil, como latas de refrigerante, utensílios domésticos, esquadrias, componentes de fabricação automotiva ou sobras do processo produtivo, entre outros, é uma atividade que já movimenta bilhões ao ano no País, gerando milhões de empregos diretos e indiretos. Merece, portanto, atenção, não só por parte de quem está negociando nessa área, ou pretende negociar, como daqueles que pensam as políticas públicas.

Por isso são importantes novas propostas para disciplinar melhor o reaproveitamento de produtos e materiais após seu uso, a partir de mecanismos creditícios, da desoneração tributária de produtos recicláveis, entre outros meios que possam contribuir significativamente para o processo, amenizando os prejuízos causados ao meio ambiente e gerando benefícios sociais, econômicos e financeiros.

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