A hora do troco

Não há duvida de que os ataques do ex-governador Anthony Garotinho a Sergio Cabral, expondo em seu site suas ligações com o empresário Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, foram os destaques do cenário político das últimas semanas. A respeito do assunto, um experiente ministro que acompanhava a comitiva da presidente Dilma, em viagem o Rio na última semana, revelou que Cabral encomendou uma pesquisa para avaliar os estragos provocados pelo episódio das fotos em Paris. O resultado foi o pior possível: O episódio provocou um choque na administração e foi declarada guerra a Garotinho.

Por conta disso, Cabral prepara um contra-ataque em diversas frentes e começou convocando seus principais aliados para uma reunião à portas fechadas no Palácio Guanabara. Participaram o Secretário de Governo, Wilson Carlos e o Chefe da Casa Civil, Régis Fichtner (que também aparecem nas fotos), o presidente da Alerj, Paulo Melo e os deputados André Corrêa (líder de Governo) e André Lazaroni (líder do PMDB). No encontro, Cabral exigiu que a base aliada o defenda e reúna munição para iniciar os ataques a Garotinho, que em seu governo também mantinha contratos milionários com a Delta.

As cenas em que o governador compartilha a noite europeia com Cavendish, por enquanto não passam de provas da proximidade entre os dois. E para que esse relacionamento pessoal entre na pauta de uma CPI, é necessária alguma prova ou evidência de que a amizade gerou prejuízo ao contribuinte ou à sociedade. Por isso, os deputados começaram bem a defesa de Cabral barrando um requerimento de abertura de CPI na Alerj, proposto pela deputada Clarissa Garotinho (PR) e apoiada por outros 13 deputados de oposição.

O líder do governo André Corrêa (PSD) disse a Marcelo Freixo (PSOL) que sua criação jamais receberia os 24 votos de apoio necessários e Freixo respondeu que antes disso, poderia ver o impeachment de Cabral nascer de outra CPI: a de Cachoeira em Brasília. No entanto, é nesta que atua a outra frente de blindagem ao governador.

A reunião com aliados foi interrompida por ligações do vice-presidente da República, Michel Temer, do presidente do Senado, José Sarney, e do senador Renan Calheiros. Todos garantem que Cabral pode ficar tranquilo e que não será convocado para depor na CPI.

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