MPF prorroga por seis meses trabalhos da Lava Jato no Rio

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Foto: Jornal Capital Caxias_ Banco de ImagensO Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) autorizou no último dia 25 a prorrogação por seis meses da força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. A decisão foi tomada de forma unânime pelos 11 membros do conselho, presidido pelo procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, e integrado também por sua sucessora, Raquel Dodge, que assumirá o comando da PGR em setembro.

A força-tarefa da Lava Jato no Rio foi criada em junho de 2016 para trabalhar em 20 processos sobre desvios na Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás, cuja sede fica no estado. De início com três procuradores, o grupo conta hoje com 10.

A decisão do CSMPF prorrogou por mais seis meses a dedicação exclusiva de cinco procuradores que atuam na força-tarefa da Lava Jato no Rio, que nos últimos meses passou a cuidar também de outras dezenas de processos oriundos das investigações sobre desvios na administração do ex-governador Sérgio Cabral. Durante a reunião, Janot elogiou a indicação de Dodge como sua sucessora, destacando que o Ministério Público passará pela primeira vez a ser comandado por uma mulher.

A Operação Lava Jato no Rio de Janeiro é comandada pelo juiz Marcelo da Costa Bretas, que nasceu em Nilópolis, na Baixada Fluminense. Bretas é juiz federal desde 1997 e atualmente atua na 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Como juiz do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, possui competência em atuar nos casos envolvendo crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem ou ocultação de bens. Bretas permaneceu quatro meses em Washington, D.C., capital dos EUA, onde estudou o funcionamento da Justiça Federal norte-americana. Com a morte de Teori Zavascki, foi um dos trinta magistrados relacionados em uma pré-lista da Associação de Juízes do Brasil para assumir sua vaga no Supremo Tribunal Federal.