Em entrevista coletiva concedida da sede do PT em São Paulo na manhã do último dia 13, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou sua condenação a nove anos e meio de prisão pelo juiz Sergio Moro.

No início de sua fala, o ex-presidente afirmou que Moro tem para com ele um otimismo que nem ele tem. "Ele está permitindo que eu possa ser candidato em 2036", declarou. "O que aconteceu [a condenação] eu já previa desde o dia 18 de outubro de 2016", acrescentou, citando um artigo dele publicado na Folha nesta data. "Eles já estavam com o processo pronto, com a concepção da condenação pronta", afirmou Lula. "Eu sinto que há uma tentativa de me tirar do jogo político", disse ainda, acrescentando que é um homem que acredita nas instituições do País.

- A única prova que existe nesse processo, de não sei quantas mil páginas, é a prova da minha inocência. Eu queria fazer um apelo à imprensa, que se alguém tiver uma prova contra mim, por favor, mostre - discursou. "O que me deixa indignado é que você está sendo vitima de um grupo de pessoas que mentiu pela primeira vez e agora continuando mentindo para manter a primeira mentira", prosseguiu. O ex-presidente destacou que o delator Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, mudou sua versão em depoimento aos procuradores da Lava Jato, passando a acusar o petista para conseguir benefícios, como a diminuição de sua pena. "Se alguém pensa que com essa sentença me tiraram do jogo, pode saber que eu estou no jogo. E agora quero dizer ao meu partido, que até agora eu não tinha reivindicado, mas a partir de agora eu vou me reivindicar como postulante à candidatura", anunciou.

Lula concluiu dizendo que "o ódio está disseminado nesse País", citando a Rede Globo e o Jornal Nacional.