Jacob Barata Filho vai delatar deputados e prefeitos

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O empresário Jacob Barata, preso pela Polícia Federal na Operação Ponto Final, na noite do último dia 2, fechou com sua advogada o roteiro da delação premiada que será negociada com a força-tarefa da Lava Jato no Rio.

A informação foi divulgada no blog do ex-governador Anthony Garotinho. A prisão do empresário José Carlos Reis Lavouras, localizado na sexta-feira (7) pela Interpol em Portugal, fez Jacob Barata se apressar. “Os dois eram os comandantes da "caixinha" da Fetranspor. Quem dos dois falar primeiro terá mais benefícios na negociação da delação premiada”, afirmou Garotinho. A delação de Jacob Barata vai criar um clima de "barata voa" na ALERJ, segundo o ex-governador.

Jacob Barata foi preso na área de embarque do aeroporto internacional Tom Jobim, quando tentava embarcar para Portugal. Ele é investigado na Operação Lava Jato, suspeito de ter pago milhões em propina para políticos nos últimos anos. O empresário vinha sendo monitorado pela PF e o Ministério Público Federal e sua prisão, que já estava programada, teve de ser adiantada quando os agentes policiais descobriram que ele embarcaria para Lisboa apenas com uma passagem de ida. A prisão foi decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, responsável pela Lava Jato no Rio.

Barata Filho pertence à segunda geração de uma família bastante conhecida no Rio devido à atuação no ramo de ônibus. Seu pai, o empresário e banqueiro Jacob Barata, prestes a completar 85 anos no mês que vem, é conhecido como "Rei dos Ônibus". Em 2015, o nome da família Barata apareceu no maior vazamento de dados bancários da história, conhecido como SwissLeaks. Segundo o relatório, registros de 2006 e 2007 do HSDC "private bank" de Genebra, na Suíça, indicavam que Jacob Barata Filho e seus dois irmãos, David e Rosane, bem como o pai e a mãe, Glória, mantiveram US$ 17,6 milhões em uma conta conjunta. A família negou a informação.