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Síndrome Metabólica

Ao longo do tempo, a urbanização trouxe grandes benefícios à população, aumentando a expectativa de vida, a disponibilidade de alimentos e a melhora nos meios de transporte. Porém, esses benefícios acarretaram mudanças no estilo de vida, como o consumo elevado de gorduras, menor grau de atividade física, estresse e tabagismo. Essas mudanças, por sua vez, provocaram elevação da ocorrência de diabetes, hipertensão e obesidade fazendo das doenças cardiovasculares a principal causa de morte no mundo.

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Doenças das artérias periféricas

A doença arterial oclusiva inclui a doença das artérias coronárias, que pode provocar um infarto e a doença arterial periférica, que afeta a aorta abdominal e os seus ramos principais, assim como as artérias das pernas.

As pessoas com a doença arterial periférica têm, habitualmente, aterosclerose, uma doença na qual a gordura se acumula por baixo do revestimento da parede arterial e estreita gradualmente a artéria.No entanto,uma oclusão arterial parcial ou completa pode ser o resultado de outras causas, como um coágulo sanguíneo.

Quando se processa o estreitamento de uma artéria, as partes do organismo que ela irriga recebem um fluxo sanguíneo insuficiente. A consequente diminuição da provisão de oxigénio (isquemia) pode manifestar-se subitamente (isquemia aguda) ou de forma gradual (isquemia crónica) causando principalmente dor no local da lesão.

Para ajudar a prevenir a doença arterial periférica, deve reduzir-se o número de fatores de risco da aterosclorose, como o hábito de fumar, a obesidade, a hipertensão e os valores altos de colesterol. Outra causa importante de doença arterial periférica é o diabetes, e por isso um tratamento adequado dessa doença pode retardar o desenvolvimento da insuficiência arterial periférica.

Uma vez que a doença arterial se manifeste, o objetivo principal é o tratamento das complicações (dor nas pernas ao caminhar, angina de peito, arritmias do coração , insuficiência cardíaca, infarto agudo do miocárdio e insuficiência renal).

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Acidente Vascular Cerebral (final)

Para que o paciente possa ter uma melhor recuperação e qualidade de vida, é fundamental que ele seja analisado e tratado por uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde como fisioterapeutas, médicos, psicólogos e demais profissionais. Seja qual for o tipo do acidente, as conseqüências são bastante danosas. Além de estar entre as principais causas de morte no mundo todo, o AVC é uma das patologias que mais incapacitam para a realização das atividades cotidianas.

Conforme a região cerebral atingida, bem como de acordo com a extensão das lesões, o AVC pode oscilar entre dois opostos. Os de menor intensidade que praticamente não deixam seqüelas e os mais graves, todavia, podem levar as pessoas à morte ou a um estado de absoluta dependência, sem condições, por vezes, de nem mesmo sair da cama.

A pessoa pode sofrer diversas complicações, como alterações comportamentais e cognitivas, dificuldades na fala, dificuldade para se alimentar, constipação intestinal, epilepsia vascular, depressão e outras implicações decorrentes da imobilidade e pelo acometimento muscular.

Um dos fatores determinantes para os tipos de conseqüências provocadas é o tempo decorrido entre o início do AVC e o recebimento do tratamento necessário. Para que o risco de seqüelas seja significativamente reduzido, o correto é que a vítima seja levada imediatamente ao hospital. Os danos são consideravelmente maiores quando o atendimento demora muito para ser iniciado.

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Asma x Bronquite

Do ponto de vista clínico, existe uma certa sobreposição de sintomas. A característica básica da asma é ser uma doença que se manifesta em forma de crises provocadas por broncoconstrição, isto é, um fechamento das vias aéreas por inflamação e contração da musculatura. Se o mal-estar for passageiro e, vencida a crise, a pessoa voltar absolutamente ao normal, é asma.

Já a bronquite se distingue pela ocorrência de tosse produtiva crônica, com catarro, por mais de três meses num ano, durante dois anos consecutivos. A confusão existe porque bronquite crônica também pode ocasionar broncoconstricção que dificulta a respiração e produz sintomas semelhantes aos da asma como falta de ar e chiado no peito. A diferença fundamental, porém, é que a crise asmática é reversível. Às vezes passa espontaneamente, embora sempre demande cuidados. Há dois tipos de tratamento: o indicado para a manifestação aguda, o ataque de asma, e o tratamento de manutenção.

Em todos os casos procure consultar um pneumologista para melhor acompanhamento e diminuição das crises, e seja adepto de algumas orientações simples como principalmente parar de fumar.

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Acidente Vascular Cerebral (parte 1)

acidente vascular cerebral, ou derrame cerebral, ocorre quando há um entupimento ou o rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea adequada.

Existem dois tipos de AVC que podem acometer o paciente separadamente, ou em conjunto, que são classificados como: Isquêmico (entupimento dos vasos que levam sangue ao cérebro) e Hemorrágico (rompimento do vaso provocando sangramento no cérebro).

Os principais sintomas do AVC são:

Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo;

Alteração súbita da sensibilidade com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo;

Perda súbita de visão num olho ou nos dois olhos;

Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para compreender a linguagem;

Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente; Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.

O tratamento e a reabilitação da pessoa vitimada por um AVC dependerá sempre das particularidades que envolvam cada caso. Há recursos terapêuticos que podem auxiliar na restauração das funções afetadas.

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Transtorno de Personalidade Boderline (TPB)

Transtorno caracterizado por desregulação emocional,e relações caóticas. Pessoas com personalidade boderline (TPB), podem possuir um humor instável e  tendência a um comportamento briguento, também  acompanhado por impulsividade sobretudo autodestrutiva, manipulação e chantagem emocional, bem como sentimentos crônicos de vazio e tédio.Indivíduos borderlines podem ser pessoas que cresceram com um grande sentimento de não ter recebido atenção suficiente. Eles geralmente agem como crianças revoltadas, e buscam caminhos para procurar essa falta de atenção em suas relações; porém, esses caminhos são essencialmente imaturos e anormais.Esses indivíduos são aparentemente vistos como “rebeldes”, “problemáticos” ou geniosos e temperamentais, no entanto, na realidade possuem um grave distúrbio. É frequentemente confundido com depressão, transtorno afetivo bipolar ou portador de psicopatia, sendo considerado um dos mais complicados transtornos de personalidade, com grande dificuldade de diagnóstico e de tratamento.

O TPB é um grave distúrbio que afeta seriamente toda a vida da pessoa acometida causando prejuízos significativos tanto ao próprio indivíduo como as pessoas que se relacionam com ele.

Os sintomas aparecem durante a adolescência e se concretizam nos primeiros anos da fase adulta (em torno dos 20 anos) e persistem geralmente por toda a vida, com tendência a diminuição dos sintomas com o decorrer dos anos.. Aqueles que sofrem do transtorno de personalidade borderline são indivíduos que afastam aqueles de quem mais precisam e amam.Como os sintomas tornam-se perceptíveis principalmente na adolescência, a família desses indivíduos pode supor que a rebeldia, impulsividade, descontrole emocional e instabilidade da auto percepção e valores, são coisas típicas da idade, mas geralmente não fazem idéia que estão diante de um ente com um grave distúrbio e que sofre muito por ser assim.

As perturbações sofridas pelos portadores do TPB alcançam negativamente várias facetas psicossociais da vida, como as relações em ambientes de trabalho, na família, e na relação amorosa. Uma curiosidade, é que no convívio social, o indivíduo boderline é visto como “simpático e agradável”, comportamento totalmente diferente em relação as pessoas mais próximas e de convívio permanente. Para o paciente portador de TPB. não existe o ¨meio termo¨, é ¨oito ou oitenta¨ e se contrariadas ou se não conseguirem seuobjetivo, agem de forma agressiva e conflituosa.  Envolvimento com drogas, prostituição e tentativas de suicídio são  possíveis resultados indesejáveisse não houver os devidos cuidados e terapia. A psicoterapia nesses casos é indispensável e emergencial.

A maioria dos estudos indica uma infância traumática (diversas formas de abusos; separação ou ausência dos pais, ou a soma de ambos) como precursora do TPB, ainda que alguns pesquisadores apontem uma predisposição genética, além de disfunções no metabolismo cerebral.

Estima-se que 2% da população sofram deste transtorno, com acometimento bem maior entre o sexo feminino.

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