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Perturbações do sono

As perturbações do sono são alterações relativas à duração do sono, ou a comportamentos anormais associados ao sono, como o terror noturno e o sonambulismo. O sono é algo necessário para sobreviver e gozar de boa saúde, mas ainda não se sabe porque se necessita do sono nem exatamente como nos beneficia. As necessidades individuais de sono variam amplamente e nos adultos saudáveis e vão de apenas 4 horas diárias de sono até 8/ 9 horas. Geralmente, as pessoas dormem à noite, embora muitas o façam durante o dia devido aos seus horários de trabalho, situação que muitas vezes provoca perturbações do sono. Algumas dessas perturbações são relativamente freqüentes.

Muitos fatores, como a excitação ou o stress emocional, podem determinar as horas de sono de uma pessoa e a forma como se sente ao despertar.Medicamentos podem também desempenhar um importante papel: alguns produzem sonolência enquanto outros dificultam o sono. Alguns alimentos ou aditivos, como a cafeína,podem afetar diretamente a qualidade do sono.

O padrão de sono não é uniforme, pois existem várias fases diferenciadas. Durante um sono noturno normal há 5 ou 6 ciclos de sono. O sono começa pela fase 1 (o grau mais superficial, em que a pessoa acorda facilmente) e avança até à fase 4 (o grau de maior profundidade, em que a pessoa acorda com dificuldade). Na fase 4, o tônus muscular, a pressão arterial e a frequência cardíaca e respiratória normalmante estão diminuídos ao máximo. Para além destas 4 fases existe um tipo de sono acompanhado de movimentos oculares rápidos (REM) e de atividade cerebral intensa. Num electroencefalograma (EEG) pode registar-se a mobilidade ocular e as alterações nas ondas cerebrais que se produzem durante o sono REM.

A maioria dos sonhos ocorre durante o sono REM e na fase 3 do sono, enquanto o falar ao dormir, o terror noturno e o sonambulismo costumam acontecer durante as fases 3 e 4.

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Reações adversas aos fármacos

Um erro frequente é considerar que os efeitos farmacológicos de uma droga podem se dividir claramente em dois grupos: efeitos desejados ou terapêuticos e não desejados ou secundários. Na realidade, a maioria dos medicamentos produz efeitos diversos no organismo. No entanto, o médico pretende que o doente experimente só um (ou alguns) deles. Os outros efeitos podem ser classificados como não desejados. Apesar da classe médica e os demias profissionais de saúde prescritores como os cirurgiões dentistas por exemplo, se referirem ao efeito secundário, o termo reação adversa ao fármaco é mais apropriado para os efeitos não desejados, desagradáveis, ou potencialmente nocivos.

Não deve nos surpreender o fato de que reações adversas as drogas prescritas serem relativamente frequentes. Calcula-se que em alguns países, cerca de 10 % das admissões nos hospitais são devidas a reações adversas a algum tipo de medicamento . Entre 15% a 30 % dos doentes hospitalizados apresentam, no mínimo, uma reação adversa a alguma droga. Embora muitas destas reações sejam relativamente leves e desapareçam ao suspender-se a sua administração ou ao modificar-se a dose, outras são mais graves e de maior duração.

Por isso lembre-se, nunca utilize uma medicação sem supervisão ou prescrita por um profissional de sáude, pois um simples remédio inofensivo, pode provocar reações inesperadas e em algumas vezes fatais.

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Anorexia

Anorexia é um transtorno alimentar no qual a busca implacável por magreza leva a pessoa a recorrer a estratégias para perda de peso, ocasionando importante emagrecimento. As pessoas anoréxicas apresentam um medo intenso de engordar mesmo estando extremamente magras. Em 90% dos casos, acomete mulheres adolescentes e adultas jovens, na faixa de 12 a 20 anos. É uma doença com riscos clínicos, podendo levar à morte por desnutrição.

O tratamento deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar formada por psiquiatra, psicólogo, pediatra e/ou clínico e nutricionista, em função da complexa interação de problemas emocionais e fisiológicos nos transtornos alimentares. Quando for diagnosticada a anorexia, o médico deve avaliar se o paciente está em risco iminente de vida, requerendo, portanto, hospitalização.

O objetivo primordial do tratamento é a recuperação do peso corporal através de uma reeducação alimentar com apoio psicológico. Em geral, é necessário alguma forma de psicoterapia para ajudar o paciente a lidar com sua doença e com as questões emocionais subjacentes.Psicoterapia individual, terapia ou orientação familiar, terapia cognitivo-comportamental (uma psicoterapia que ensina os pacientes a modificarem pensamentos e comportamentos anormais) são, em geral, muito produtivas.Não há medicação específica indicada. O uso de antidepressivos pode ser eficaz se houver persistência de sintomas de depressão após a recuperação do peso corporal.

O tratamento da anorexia costuma ser demorado e difícil. O paciente deve permanecer em acompanhamento após melhora dos sintomas para prevenir recaídas.

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