Bastidores da Alerj

Bastidores da AlerjRodrigo Castro, é jornalista e pós-graduado em marketing e comunicação empresarial pela Universidade Federal de Juiz de Fora (MG).

Após a publicação em Diário Oficial da convocação dos deputados para a abertura dos trabalhos legislativos, foi dada a largada nos bastidores para as articulações para a escolha do presidente e da Mesa Diretora que comandará a Casa no próximo biênio 2014-2015. Após se dividir nas últimas eleições municipais em clara evidência de um racha entre o Governador Sérgio Cabral e o presidente do PMDB no Rio e ex-presidente da Alerj, Jorge Picciani, mais uma vez a briga interna no PMDB coloca frente a frente dois peemedebistas: o atual presidente Paulo Melo e um dos maiores articuladores políticos do estado, deputado Domingos Brazão.

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Teoria da conspiração (também chamada de conspiracionismo) representa toda e qualquer teoria que explica um evento histórico ou atual como sendo resultado de um plano secreto levado a efeito geralmente por conspiradores maquiavélicos e poderosos. Deu nome a filme na década de 90, contando a história de Jerry Fletcher, um taxista de Nova York. Nos horários de folga, ele distribui um boletim que informa as pessoas que segundo ele, existe uma conspiração planejada por terroristas para assassinar políticos.

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Mais duas demonstrações claras de que Lindbergh não irá abrir mão do objetivo de ser o próximo governador do estado foram dadas nos últimos dias. A principal delas, no último final de semana, quando membros do PT fluminense se reuniram para declarar em massa o apoio ao projeto político para levar Lindbergh ao Palácio Guanabara. Para os petistas, se o partido é o protagonista na aliança nacional com o PMDB, é chegada a hora de deixar o status de coadjuvante na esfera estadual, mesmo que isso custe o rompimento com a base aliada ao atual governador Sérgio Cabral e do prefeito do Rio, Eduardo Paes.

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Passado o concorrido primeiro turno que marcou uma das eleições mais disputadas da história de Duque de Caxias, um segundo embate mais direto se confirmou, deixando de lado (ao menos por alguns anos) uma das figuras mais emblemáticas da política fluminense nas últimas décadas, o Prefeito Zito. Neste embate a se definir no próximo dia 28 de outubro, estão dois nomes que num primeiro momento poderiam representar (seja lá qual for o vencedor) uma vitória absoluta do governador do Rio, Sérgio Cabral. Afinal, Alexandre Cardoso (PSB) era Secretário de Estado de Ciência e Tecnologia e Washington Reis (PMDB), um fiel aliado de Cabral. Mas, a frase do ex-governador de Minas Gerais, Magalhães Pinto, nunca foi e permanecerá tão pertinente: “A política é como uma nuvem. Você olha e ela está de um jeito e depois olha de novo e ela já mudou”.

E essa mudança se deu logo no início do processo, com a entrada no cenário caxiense do senador Lindberg Farias (PT), como principal estrela da campanha de Alexandre Cardoso. Lindberg é a única “pedra no sapato” para os planos políticos de Cabral, que sonha eleger Pezão como seu sucessor e alinhar-se como vice na chapa da presidenta Dilma em 2014. O seu principal aliado no projeto e prefeito do Rio, Eduardo Paes, deixou “escapar de propósito” os planos de Cabral e antes disso, mostrou estar comprometido com o projeto que também é de seu interesse. Afinal, caso seja eleito, Pezão só governaria por um mandato e cederia o outro para Eduardo Paes ser o governador, após as Olímpiadas do Rio. Paes entregou de bandeja a vice-prefeitura para um petista, Adilson Pires, para garantir a aliança nacional PT - PMDB.

Na última semana, um desencadear de fatos colocou este projeto político em risco. A presidenta Dilma e o maior cacique do PT, o ex-presidente Lula, colocaram panos quentes no mal estar interno do PMDB deflagrado por Eduardo Paes, que ao indicar o nome de Cabral para ser o vice de Dilma em 2014, desagradou o atual vice do mesmo partido, Michel Temer. Na pior das hipóteses, deve sobrar um ministério de peso para o atual governador do Rio. Fala-se em Minas e Energia.

Aproveitando-se do mal entendido, entrou em cena o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que é presidente nacional do PSB de Alexandre Cardoso. Segundo palavras do próprio Campos, ganhar a prefeitura de Caxias é uma questão de honra para as pretenções nacionais do partido. Além disso, abriu as portas da legenda para Lindberg ser candidato ao governo do estado, caso o PT mantenha o apoio a Pezão. Apesar de ser aliado do governo Dilma, o PSB foi o partido que mais aumentou seu número de prefeitos em cidades espalhadas por todo o país e vislumbra um plano político que pode transformá-lo no principal partido de oposição no país, roubando o lugar que hoje é do PSDB, que por sua vez mostra-se cada vez mais fragilizado e se agarra a eleição de Serra para a prefeitura de São Paulo como última esperança de sobreviver quanto oposição.

Cabral já deu resposta em comício ao lado de Washington Reis, na mesma Duque de Caxias que hoje também passou a ser questão de honra para seu projeto. Disse em alto e bom som que Eduardo Campos é inimigo “número um” do Rio na questão da redistribuição dos royaties do petróleo. Assim, o futuro da política nacional e estadual vai passando aos nossos olhos em Duque de Caxias.

Traição, muito dinheiro e violência explícita. Não se trata de nenhum roteiro ao melhor estilo “O poderoso chefão” e sim dos traços marcantes da campanha eleitoral que estamos vivenciando na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Os últimos dias foram de traições explícitas às alianças firmadas lá no início do pleito. Em Niterói, o candidato do PSD a prefeito, Sergio Zveiter, promoveu carreata com a participação do presidente estadual do PMDB e ex-presidente da Alerj, Picciani. Os peemedebistas estão (na teoria) na coligação do candidato do PT, Rodrigo Neves.

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